Supervisão em coaching

Supervisão em coaching ainda é mais um desejo que uma realidade. Como uma profissão nova e em fase de consolidação, as práticas e regulamentações estão em cosntrução. O conceito de supervisão em coaching tem a seguinte definição, de acordo com Hawckins e Schwenk, 2012, pesquisa CIPD.

Um processo formal e estruturado para coaches, com a ajuda de um coach supervisor, para assistir a melhora de sua prática de coaching, aumentar sua capacidade de coaching e dar suporte para eles e suas práticas. A supervisão também deve ser fonte de aprendizado organizacional.

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Embora a supervisão tenha muitos defensores e conceitualmente seja vista como importante por mais de 80% de coaches e empresas que contratam ou têm coaches internos, apenas entre 23 e 44% fazem supervisão sistemática. Na pesquisa citada acima, foram levantados alguns fatores que bloqueiam maior adesão à supervisão:

♦ Não gosto do termo

♦ Não tenho clareza sobre os benefícios

♦ Falta de supervisores treinados

♦ Não acho que preciso

♦ Custo

Vamos aos mith busters:

Quanto ao termo, supervisão, ainda não descobrimos outro que melhor caracterize essa relação. A supervisão é um exercício colaborativo, onde as técnicas de coaching e visão sistêmica ajudam o coach e supervisor a melhorarem a qualidade de sua prática, ampliarem sua visão sistêmica, e se manterem abertos para trabalhar com mais profundidade.

Os benefícios são a evolução e aumento de presença nas sessões, atualização na área e maior qualidade no atendimento de futuros clientes. A supervisão busca não apenas entender e atuar na prática corrente do coach, mas de fazê-lo refletir sobre a sua prática no futuro, tendo como recursos aquilo que absorveram de seus clientes e dos sistemas de seus clientes.

Sim, há falta ainda de supervisores treinados.

Da mesma forma que não consideramos nossos clientes ineficientes ou imaturos por virem fazer coaching, a supervisão não significa que somos coaches menos capazes. Podemos nos beneficiar da troca de ideias e perspectivas; de pensar fora de nosso modo habitual.

Normalmente o supervisor cobra por uma hora de supervisão o mesmo valor que o coach cobra de seu cliente; assim, uma sessão de supervisão pode representar uma ou duas horas a mais de trabalho para o coach em um mês.

Os quatro níveis de engajamento da supervisão

O primeiro nível de engajamento é poder entrar numa meta posição e refletir sobre sua própria atuação. O segundo nível é conectar os insights e aprendizados com o futuro: “Como isso me ajuda a ser um coach melhor para meus clientes futuros?”. O terceiro nível é se dar conta que a mudança de paradigma começa consigo próprio, no relacionamento que ali se constrói. O quarto nível é o trabalho em parceria a serviço do avanço da profissão como um todo.

A supervisão pode ajudar na compreensão do sistema do cliente, na compreensão da relação do coach com o cliente e buscar alguns insights sobre a situação do cliente. Outra função interessante para a supervisão é entender qual é o bom lugar, boa perspectiva, para o coach em relação a esse cliente, tanto em seu próprio sistema quanto no sistema do coach. Por fim, ainda há a relação do supervisor com todo esse sistema do coach.

Perguntas que podem ter lugar na supervisão:

O que de fato ocorreu (na sessão)?

Em que momentos você não teve certeza sobre o que fazer? Quais opções lhe ocorreram?

Esses dilemas frequentemente são pontos que o coach não consegue romper sozinho; a supervisão pode ajudá-lo a refletir sobre por que está preso no dilema.

Frequência de supervisão.

Para coaches novatos, estima-se 1h de supervisão para cada 10h de atendimento.

Para coaches experientes, 1h a cada 35h de atendimento.

Para coaching de equipes, o ideal é acompanhar o ritmo das diversas fases do processo.

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